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Como as cobras se camuflam

 

Apesar de serem verdadeiras predadoras, as serpentes são vistas como presas em potencial de muitos animais. É natural das cobras evitar o conflito direto, e recorrer a estratégias defensivas e passivas, como a camuflagem ou o mimetismo. Algumas chegam a se fingir de mortas, além de utilizarem técnicas para espantar predadores, inflando seus corpos, como é o caso da Naja, vibrando suas caudas na intenção de produzir um som de advertência, ou mesmo, projetando seu veneno contra o seu rival.


 

A Camuflagem das Cobras

A própria forma do corpo, facilita a camuflagem das cobras. Elas podem facilmente mudar de tamanho, alongando-se ou se enrolando, de acordo com a necessidade.

A maior parte das cobras tem uma coloração que se confunde com rochas, substrato ou vegetação de onde vivem. Quando uma mesma espécie costuma habitar uma ampla distribuição geográfica, onde o substrato varia, é provável que a sua cor também varie, o que explica as diferenças de coloração tão grandes entre indivíduos de mesma espécie.

 

Existem espécies que usam estratégias opostas. Elas possuem cores vibrantes, para avisar aos predadores que são venenosas. Um exemplo interessante de mimetismo entre as serpentes é o caso da cobra-coral, que é venenosa, e tem sua coloração copiada pelas serpentes de leite e serpente-rei, comuns da América, e que são inofensivas. Esses três tipos de cobra possuem faixas alternadas amarelas, vermelhas e pretas, avisando aos perdedores que devem evitá-las.  A forma de diferenciar as espécies é de acordo com a ordem das cores. Quando a cobra tem a seguinte seqüência de cor: vermelho, amarelo e preto, trata-se de uma cobra-coral verdadeira, que é venenosa. Porém, se a ordem for: vermelho, preto e amarelo, é a chamada falsa-coral, inofensiva.

Outro exemplo curioso, dessa vez de auto-mimetismo, é o da cobra de duas cabeças, natural da África Central, cuja cauda parece uma cabeça, e sua cabeça se assemelha a uma cauda. Até na forma de se mover, esta serpente se camufla, e move a cauda como as serpentes comuns costumam mover a cabeça. Essa adaptação engana as presas, que são pegas de surpresa por um ataque vindo de uma região inesperada.

 

Atualizado em: 15/08/2018 na categoria: Dúvidas