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Cobra cruzeira: mantenha distância!

A temida cobra urutu-Cruzeiro (Bothrops alternatus) é uma espécie de serpente que vive nas regiões sul, Sudeste e centro-Oeste do Brasil. Seu corpo possui variação de cor entre marrom e bege, e pode medir até 1,70 de comprimento. Geralmente as fêmeas costumam ser maiores que os machos. A alimentação da cobra urutu Cruzeiro é baseada em pequenos mamíferos, como roedores e capivaras.  Essa cobra é uma das mais temidas do país e é responsável por 90% dos acidentes com cobras nas regiões que ela vive.  Saiba mais informações dessa cobra tão temida aqui no nosso país:


Filhotes

Ao nascer, a urutu-Cruzeiro tem em média 15cm de comprimento e pesa 10 gramas, e quando em cativeiro, se alimentam de camundongos semanalmente. Existem serpentários que estão fazendo a preservação da espécie, visto que, trata-se de um animal que está em ameaça de extinção. A sua ausência na natureza pode causar um sério desequilíbrio no ecossistema, pois a cobra está no topo da cadeia alimentar, e a sua ausência fará com que a população de roedores (refeição preferida da urutu) aumente de forma descontrolada.

A Urutu-cruzeiro possui veneno?

Conhecida como uma das cobras mais temidas do Brasil pelo poder da sua peçonha, o veneno da Bothrops alternatus  causa  necrose na pele e até mesmo morte, se não tratada com urgência. Existem casos de pessoas que foram a óbito, 30 minutos após a picada. Além de existir também um caso em que uma vaca de 600kg, faleceu devido a picada da urutu-cruzeiro. Os sintomas mais frequentes, após o ataque são: hemorragia interna nos pulmões e cérebro, além de produção de toxicidade nos rins.  Existem 3 tipos de acidentes que podem ocorrer com esse animal: o primeiro é o sutil, que aparece o edema e sai muito pouco sangue. O segundo é o moderado, que além do edema, sai uma boa quantidade de sangue. E o grave, trata-se de quando a vítima tem uma séria hemorragia e entra em choque.

Como podemos ver, ninguém vai querer chegar perto dessa serpente, não é mesmo? Por isso tome muito cuidado ao encontrar com esse animal, e busque se afastar ao máximo, afim de evitar acidentes. Na região em que é encontrada, há um ditado que os moradores falam: “A urutu quando não mata, aleija.”

 

Atualizado em: 09/11/2021 na categoria: Alimentação, Brasileiras, Cuidados, Diversos, Espécies, Peçonhentas