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Como as Cobras Enxergam? Visão das Cobras

As cobras enxergam mal e sua visão é considerada míope. As serpentes também não veem cores nem conseguem obter uma imagem focada. Elas conseguem enxergar através da percepção de luz infravermelha que, quando captada por órgãos especializados, formam imagens térmicas no cérebro, baseadas no calor dos corpos. Através disso elas conseguem perceber a distância, o tamanho e os movimentos de sua presa.


Como as cobras enxergam

As cobras enxergam imagens térmicas ao seu redor, formadas pelo calor que cada corpo emana. Os órgãos especializados em captar a luz infravermelha, que é invisível aos olhos humanos, são as fossetas. Essas fossetas podem ser as fossetas loreais, encontradas no focinho do animal em forma de dois buracos.

As cobras conseguem captar diferenças mínimas de temperatura a uma distância de até 5 metros. É através desse meio peculiar de enxergar que a visão míope da cobra não a afeta na hora da caça, ataque, locomoção e fuga.

Formas sensoriais das cobras

Como também possuem, praticamente, ausência de audição, esses animais contam com outras formas sensoriais. Como já foi mencionado, seu órgão sensorial mais importante é a fosseta loreal, comum em quase todas as serpentes consideradas venenosas, com exceção da coral verdadeira.

As fossetas loreais são orifícios localizados entre as narinas e os olhos capazes de identificar a presa através da temperatura corporal das mesmas, mandando sinais ao cérebro do animal que os analisa e cria uma espécie de imagem cerebral altamente precisa, capaz de indicar o tamanho e a distância exata da presa.


Outra notável característica das cobras que funciona, também, como sentido, é a sua língua bifurcada e normalmente projetada para fora da boca. Sua língua capta partículas de odor no ar e passa essas informações para o Órgão de Jacobson, localizado no céu da boca, que consegue “traduzir” o ambiente. Sendo assim, a língua consegue, também, perceber estímulos táteis, o que ajuda a driblar a deficiência de visão e audição.

As cobras também conseguem captar as vibrações do solo através do osso da mandíbula, que está sempre em contato direto com o solo. Esse osso vibra e essa vibração estimula outro pequeno osso, chamado de columena, localizado entre a mandíbula e o crânio.


Com estudos sobre essas percepções aguçadas, muito cientistas concluem a importância do comportamento dos animais para previsão até mesmo de catástrofes naturais, percebendo atividades fora do normal entre eles. Como exemplo, uma grande quantidade de cobras saindo de suas tocas, em determinadas regiões, pode ser o anúncio do abalo provocado por um terremoto.

Atualizado em: 07/01/2019 na categoria: Diversos, Dúvidas



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